NuCRE 3DS

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NURSING CLINICAL REASONING EDUCATION – 3D SIMULATION


OBJETIVOS:
  • Desenvolver 30 árvores de decisão clínica em enfermagem / casos clínicos (base do conhecimento) que sustentem a integração num simulador digital, sustentado por um algoritmo fisiológico dinâmico –Body InteractTM;
  • Disponibilizar, aos estudantes de enfermagem, um instrumento de simulação e treino do raciocínio clínico em enfermagem que melhore a qualidade e segurança da tomada de decisão perante quadros clínicos;
  • Disponibilizar uma ferramenta em ambiente de aula (simulador digital - mesa interativa) que complemente o desenvolvimento de competências cognitivas dos estudantes;
  • Disponibilizar uma ferramenta de treino e aprendizagem do raciocínio clínico em enfermagem em ambiente web;
  • Disponibilizar um reportório de experiências de raciocínio clínico que garantam a qualidade e segurança da decisão em enfermagem em condições de saúde comuns ou em condições pouco frequentes;
  • Disponibilizar as mesmas oportunidades de desenvolvimento de competências de raciocínio clínico e avaliação aos estudantes;
  • Garantir elevados padrões de qualidade e segurança na decisão e raciocínio clínico dos estudantes de enfermagem antes e durante as experiências clínicas

RESUMO:
O ensino de enfermagem rege-se por elevados padrões de qualidade e segurança desafiando os professores à inovação e modernização das estratégias pedagógicas. A introdução de tecnologias digitais no ensino de enfermagem otimizará o desenvolvimento de competências de raciocínio clínico, elemento fundamental para a qualidade da decisão autónoma em enfermagem. 

A necessidade de garantir elevados padrões de qualidade e segurança nos cuidados de enfermagem, associados às restrições ético-legais do treino clínico em doentes, conduz à necessidade de recorrer a tecnologias inovadoras que viabilizem a construção de aprendizagens que capacitem os estudantes para a decisão clínica. Atualmente os simuladores, mesmo os de alta fidelidade, continuam a ser pouco dinâmicos revelando lacunas no treino do raciocínio clínico dadas as limitações do reportório de cenários clínicos que dispõem.

O desenvolvimento de competências de raciocínio clínico, aspeto prévio à competência para a decisão clínica, apela à integração de dados relativos à condição dos doentes com origem em diferentes fontes (ex.: exames analíticos; monitorizações; entrevista; exame físico), facto que se torna difícil de ensinar e recriar em ambiente de sala de aula, tornando-se pouco apelativo para o estudante dada a sua complexidade. Os estudantes pela ausência de experiência clínica têm dificuldade em recriar mentalmente (em sala de aula) a complexidade das condições clínicas (apresentadas pelos professores) que envolvem múltiplos dados e/ ou condições de saúde (ex.: doentes crónicos). 

Estes factos reduzem as oportunidades de aprendizagem, e consequentemente, a competência para a decisão, e a qualidade/segurança da decisão clínica. Estas deficiências na aprendizagem são exacerbadas, em contexto clínico, por fatores externos ao estudante, como são os de oportunidade de "casos clínicos”, e por fatores internos, como os associados à gestão das emoções, normalmente associadas ao medo de errar, à perceção de uma baixa eficácia na decisão, decorrente das poucas experiências de aprendizagem do raciocínio clínico. A aprendizagem em enfermagem e o treino na decisão clínica são influenciados por fatores tanto de natureza cognitiva, psicomotora, interpessoal, quanto emocional.

Pretendemos contribuir para o desenvolvimento de um reportório de cenários clínicos (base de conhecimento) que suportem o desenvolvimento de um simulador digital, sustentado por um algoritmo fisiológico dinâmico – Body InteractTM, que contribua para a melhoria da aprendizagem do raciocínio clínico dos estudantes nas unidades curriculares (UC) de respostas corporais à doença (I e II) de um curso de licenciatura em enfermagem em Portugal.


Utilizamos a investigação ação participativa (IAP) (Reason, 2006) e um ciclo de justaposição de ação e de investigação (Marshall & Mckay, 2002).

Este percurso adota uma estrutura teórica para enformar e conduzir a IAP baseado num processo cíclico com cinco fases: diagnóstico, planeamento da ação, implementação da ação, avaliação e identificação do adquirido (Susman & Evered, 1978; Padilha, 2015) a concretizar-se entre 2015-2019.

Os métodos de recolha e análise dos dados emergirão das necessidades identificadas.

PARCEIROS:
Escola Superior de Enfermagem do Porto
Take The Wind


EQUIPA DE INVESTIGAÇÃO:
José Miguel dos Santos Castro Padilha [ESEP]
Ana Leonor Ribeiro [ESEP]
Paulo Alexandre Puga Machado [ESEP]
José Luís Ramos [ESEP]
Carla Cerqueira [ESEP]
Cristina Pinto [ESEP]
Maria José Lumini [ESEP]
Palmira Oliveira [ESEP]
Olga Fernandes [ESEP]
Cristina Barroso [ESEP]
Daniel Cunha [ESEP]


DURAÇÃO:
2016-2019



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