Autocuidado

Autocuidado

PROJETOS NACIONAIS DA UCP EM CURSO:

DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

> Caracterizar os processos de autogestão na doença crónica;

> Caracterizar as intervenções de saúde nos processos de gestão na doença crónica;

> Identificar os perfis de autogestão na doença crónica;

> Definir os indicadores que permitem identificar os doentes mais vulneráveis à não adesão ao regime terapêutico;

> Desenvolver um programa de intervenção facilitador da adaptação à doença crónica;

> Avaliar a eficácia e efetividade do programa de intervenção.

As doenças crónicas, muito associadas ao envelhecimento populacional, constituem um grande problema para a população mundial, afetando múltiplos aspetos da vida do indivíduo. A adaptação das pessoas com doença crónica é um processo complexo e multideterminado por fatores de vária ordem, desde os biológicos, os psicossociais e os de natureza socioeconómica, entre outros. Apenas considerando a interação recíproca entre todos esses fatores, é possível alcançar uma melhor compreensão sobre o fenómeno em estudo. Na tentativa de promover a adaptação dos indivíduos com doença crónica, a enfermagem tem vindo a desenvolver várias intervenções, entre as quais se destacam as de educação do doente, nomeadamente no que se refere à adesão ao regime terapêutico. Mais recentemente, e fruto do aparecimento da filosofia do empowerment e de uma nova conceção de adesão terapêutica, o conceito de autogestão ganhou relevância.

METODOLOGIA

Este projeto de investigação inclui um conjunto de outros subprojectos que pretendem estudar as intervenções de enfermagem que permitem promover a autogestão em diferentes grupos de doença crónica (p.ex. diabetes, hipertensão arterial, cancro, entre outros). Tendo em conta a evidência científica já existente sobre cada uma delas, os diferentes subprojectos apresentam metodologias diversas que incluem revisões integrativas/sistemáticas/ meta-análise da literatura; estudos metodológicos (definição de indicadores para a identificação dos mais vulneráveis à não adesão ao regime terapêutica, criação e validação de instrumentos de medida, etc.); estudos exploratórios/descritivos e epidemiológicos; investigação-ação e metodologias de consensos (p.ex. para a criação de programas de intervenção facilitadores da adaptação à doença crónica) e ensaios clínicos (experimentais ou quasi-experimentais) para avaliar a eficácia e efetividade dos programa de intervenção criados.

EQUIPA

Investigador Responsável:

Célia Samarina Vilaça de Brito Santos (celiasantos@esenf.pt)

Investigadores:

- Cândida da Assunção Santos Pinto

- Cristina Maria Correia Barroso Pinto

- Lígia Maria Monteiro Lima

- Maria Celeste Bastos Martins de Almeida



 

DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

Com este projeto pretendemos:

> Desenvolver revisões sistemáticas do conhecimento científico disponível sobre intervenções de enfermagem destinadas à promoção da autonomia e avaliação da sua eficácia; sobre instrumentos de medição utilizados na prática clínica pelos enfermeiros destinados à avaliação da funcionalidade/dependência/autonomia no autocuidado;

> Conceber, elaborar, implementar e avaliar programas de intervenção para promover a autonomia de pessoas com défices no autocuidado, contribuindo para uma maior evidência científica e o desenvolvimento de modelos e ferramentas a serem aplicadas a pessoas dependentes no autocuidado.

Todo o Ser Humano, desde a sua conceção até à morte, é dotado de características que o definem como único e diferente de qualquer outro, as quais influenciam diretamente o modo de se cuidar e de lidar com o binómio saúde-doença.

Tendo em conta as variantes individuais nomeadamente - a idade, possuir as habilidades e os conhecimentos essenciais para efetuar o auto cuidado - consideramos que o autocuidado é uma atividade humana que é aprendida e dirigida ao próprio, família ou grupo social, que tem capacidade de analisar, gerir, optar e assumir a responsabilidade pelos cuidados de saúde, ou seja, de auto-cuidar-se.

Também as doenças incapacitantes têm sido descritas como catastróficas pelas múltiplas implicações que têm no individuo e família. Elas criam dependência no autocuidado, causam impacte altamente negativo na qualidade de vida das pessoas, devido à limitação nos autocuidados motivo pelo qual se tem que recorrer a outra pessoa para a realização dos mesmos.

Theuerkauf (2000) refere que o autocuidado é mais do que um grupo de capacidades apreendidas porque se trata de adquirir a capacidade de funcionar eficazmente após um acidente ou doença e assumir a responsabilidade pelos cuidados pessoais.

Assim, Orem (2001) reforça que o autocuidado é uma atividade do indivíduo apreendida pelo mesmo e orientada para um objetivo. É uma ação desenvolvida em situações concretas da vida, e que o indivíduo dirige para si mesmo ou para regular os fatores que afetam o próprio desenvolvimento, atividades em benefício da vida, saúde e bem-estar. O autocuidado, ainda segundo a autora, tem como propósito o emprego de ações de cuidado, seguindo um modelo que contribui para o desenvolvimento humano. As ações que constituem o autocuidado são os requisitos universais de desenvolvimento e os de alterações da saúde.

Torna-se portanto indispensável desenvolver investigação relacionada com as intervenções que potenciem a melhoria da funcionalidade/autonomia no autocuidado.

EQUIPA

Investigador principal:

- Bárbara Pereira Gomes (bgomes@esenf.pt)

Investigadores:

- Alzira Teresa Vieira Martins Ferreira dos Santos



 

DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

Com a realização deste projeto pretende-se:

> Desenvolver revisão sistemática sobre áreas de interesse dos investigadores portugueses; 

> Contribuir para a criação/aferição de instrumento de avaliação no âmbito do prestador de cuidados; 

> Identificar variáveis de moderadoras/mediadoras no processo transição e adaptação ao novo papel; 

> Conceber, elaborar, implementar e avaliar programas de suporte às famílias cuidadoras desenvolver ferramentas educacionais interativas no âmbito do autocuidado, de apoio às famílias cuidadoras.

Este projeto encerra múltiplos estudos que contribuirão para uma maior evidência científica e o desenvolvimento de modelos e ferramentas a serem aplicadas em famílias que prestem cuidados a pessoa com dependência.

À velhice associa-se uma maior prevalência de doenças crónicas, perda de autonomia e aumento da dependência. A figura do familiar cuidador é um aliado cada vez com maior expressão nos serviços de saúde. No entanto, a OMS (1999) defende que as exigências do cuidar podem ser stressantes e, por vezes com prejuízos para a saúde do cuidador. A coresponsabilização das famílias pela prestação de cuidados implica que os profissionais de saúde olhem para estas pessoas de forma particular, preparando e orientando-as na otimização dos cuidados prestados, ao mesmo tempo que são alvo de atenção pessoal que garanta o seu potencial de saúde e a prevenção de situações de sobrecarga.

A abordagem do familiar cuidador de pessoas dependentes pode incluir suporte informativo, ajuda tangível e apoio emocional, para além de outras estratégias que poderão ser otimizadas com acompanhamento de casos (Nursing Case Management), consistindo num processo colaborativo de avaliação, planeamento, implementação, coordenação de cuidados, avaliação e interação, que possibilita identificar necessidades individuais e familiares e articular recursos que promovam outcomes de qualidade (CMSA, 2009).

Na aquisição de competências e habilidades dos familiares cuidadores é importante manter uma relação de coaching para que os cuidadores desenvolvam as habilidades necessárias (Lewis & Zahlis,1997) ao processo de cuidar. Cada vez mais a internet é considerada um meio privilegiado de comunicação e informação utilizada para interagir com a população que necessita de cuidados de saúde (Comissão Europeia, 2005) ou que tem necessidade de prestar cuidados. Segundo Fox (2005) existe por parte da população uma crescente utilização das Tecnologias de Informação, na procura de informação relativa às questões de saúde. Um dos ganhos na construção de instrumentos eletrónicos interativos prende-se com o fato de poder diminuir a necessidade de deslocação a uma unidade de saúde e de facilitar o acesso à informação sem restrição de horário. Estas ferramentas interativas permitem uma complementaridade na continuidade de cuidados e obter ganhos quer na aquisição de conhecimento quer na mudança de comportamento (Wantlandet al.,2004).

METODOLOGIA

O projeto encerra um conjunto de estudos multietápicos (revisão sistemática, estudos correlacionais e do tipo experimental).

EQUIPA

Investigador principal:

- Alzira Teresa Vieira Martins Ferreira dos Santos (teresam@esenf.pt)

Investigadores:

- Maria de Fátima Araújo Lopes Elias

- Maria José da Silva Peixoto de Oliveira Cardoso

- Paulo Alexandre Puga Machado

- Rosa Maria de Albuquerque Freire

PARCEIROS

- UCC Senhora da Hora - ULSM



 

DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

> Contribuir para o conhecimento do fenómeno da dependência no autocuidado no contexto das famílias no Norte de Portugal, assim como o fenómeno da prestação de cuidados ao familiar dependente; 

> Contribuir para uma alocação de recursos consentânea com as reais necessidades identificadas.

A resposta familiar à necessidade de integrar uma pessoa que fica dependente, incapaz de realizar as atividades de autocuidado que sempre desempenhou, constitui um grande desafio familiar, levando à necessidade de adquirir novas competências. O desempenho do papel de prestador de cuidados impõe restrições na vida pessoal, familiar, laboral e social dos membros da família prestadores de cuidados, predispondo-os a conflitos, que surgem muitas vezes pela sobreposição de papéis, pela alteração do estatuto na família e pelas diferentes funções assumidas.

Apesar das mudanças sociais na estrutura familiar, esta continua a manter as funções básicas que desde sempre a caracterizaram, entre as quais se realça a de proteção e cuidado. Porém, não se conhece o modo como no presente, a família está a responder às necessidades em cuidados dos seus membros dependentes. Este conhecimento é importante pela relevância que o mesmo pode vir a ter na compreensão da influência da família e da interação prestador de cuidado / recetor de cuidados. Em que grau de recuperação pode depender da habilidade familiar em oferecer apoio, responder às necessidades da pessoa com dependência (Bocchi & Angelo, 2008). Para além desta vertente, a dimensão real do fenómeno e a caracterização das necessidades que se colocam à família pode vir a ter um valor indicativo relativamente à forma como as famílias tenderão a comportar-se no futuro. Deste modo, poderão ser pensadas medidas a diferentes níveis, que permitam garantir mais bem-estar e mais saúde a todos os envolvidos no processo.

Também, este conhecimento poderá incluir de forma mais efetiva nas políticas de saúde o binómio prestador de cuidados / pessoa dependente, promovendo o acesso a programas de avaliação e à intervenção de profissionais de saúde.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de carácter exploratório / correlacional, também denominado inquérito epidemiológico que se apresenta como a metodologia mais apta para a identificação dos problemas de saúde, de modo a potenciar metas atingíveis e mensuráveis e a fornecer uma base para avaliação dos resultados (Stone, et al, 1999).

A técnica de amostragem que será utilizada será a areolar, probabilística, estratificada, proporcional. A estratificação será feita por concelho de cada NUT II para que os dados recolhidos sejam representativos da região Norte. A seleção das unidades familiares que integrarão a amostra será efetuada com recurso à Base Geográfica de Referenciação de Informação (BGRI, 2001), o que permite conhecer a distribuição geográfica das famílias, sendo a seleção geográfica aleatória estratificada de subsecções territoriais realizada através de um Sistema de Informação Geográfico (ArcGIS®).

EQUIPA

Investigador principal:

- Bárbara Pereira Gomes (bgomes@esenf.pt)

Investigadores:

- Abel Avelino Paiva e Silva

- Alzira Teresa Vieira Martins Ferreira dos Santos

- Berta Maria Pinto Martins Salazar Almeida

- Maria Alice Correia de Brito

- Maria de Fátima Araújo Lopes Elias



 

DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

> Contribuir para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados de enfermagem, através da implementação de uma maior sistematização da intervenção dos enfermeiros no domínio da gestão do regime terapêutico em clientes com DPOC, em contexto hospitalar.

> Desenvolver o conhecimento disciplinar no domínio da gestão do regime terapêutico em clientes com DPOC, através do desenvolvimento e implementação de linhas de orientação e estratégias terapêuticas para a intervenção clínica, e para a avaliação do seu impacte sobre a condição de saúde dos clientes.

A DPOC é já uma das principais causas de morbidade e mortalidade a nível mundial. A OMS (2008) prevê que até 2030 torne-se a terceira causa de morte a nível mundial. Apesar da mortalidade já atingir valores impressionantes, é no entanto, na morbidade que esta doença tem maior impacte, porque, embora a principal caraterística fisiopatológica da DPOC seja a redução progressiva do débito aéreo, esta doença tem também implicações sistémicas que afetam a força muscular dos membros superiores e principalmente dos membros inferiores (Allaire, 2004; Stanzani, 2009). Estes factos concorrem para a redução progressiva e irreversível da energia disponível para a realização das atividades quotidianas, entre elas as de autocuidado (Garrod, 2000; Pitta, 2008; Stanzani, 2009; Alves, 2012; Moreira, 2012).

A redução da energia disponível para as atividades quotidianas condiciona a capacidade do cliente com DPOC para desenvolver a sua atividade profissional, social e familiar, e em estadios mais avançados da doença (III/IV de GOLD) a capacidade para se autocuidar. A DPOC é uma doença crónica e progressiva cujo objetivo terapêutico é o controlo da sua progressão. Para controlar a progressão da doença, preservar a autonomia e a qualidade de vida, os clientes necessitam de desenvolver competências cognitivas, instrumentais e emocionais no domínio do autocuidado. Neste particular do desenvolvimento de competências de autocuidado, os enfermeiros podem tornar-se mais significativos para os clientes, dado ser este um dos conceitos centrais da disciplina e da sua intervenção clínica.

METODOLOGIA

Investigação ação.

Desenvolver e implementar linhas de orientação e estratégias terapêuticas de intervenção clinica e avaliação no departamento de medicina do CHP e na consulta de enfermagem do ambulatório.
Otimizar a acessibilidade dos clientes com DPOC aos cuidados de enfermagem disponibilizados pelo CHP.

Construir uma solução de business intelligence para a gestão dos cuidados de enfermagem neste domínio, a partir da produção automática de indicadores de processo e de resultado dos cuidados de enfermagem.

Produzir informação com sistemática que permita avaliar o impacte dos cuidados de enfermagem sobre a:

- Dependência no autocuidado;

- Intolerância à atividade;

- Perceção da autoeficácia na gestão do regime terapêutico;

- Qualidade de vida;

-  Utilização dos serviços de saúde.

EQUIPA

Investigador responsável:

- José Miguel Padilha (miguelpadilha@esenf.pt)

Investigadores:

- Investigadores externos à ESEP.


DESCRIÇÃO DO PROJETO

OBJETIVOS

> Construir um modelo de intervenção para a promoção da autogestão em pessoas com doença crônica, baseado no estilo individual e perfil de vulnerabilidade.

Contribuir para uma maior descriminação positiva face às características pessoais e adequação das terapêuticas de enfermagem, em intensidade e intencionalidade, que permitam ser mais significativas para as pessoas com doença crónica.

O impacto da doença crónica no mundo tem vindo a aumentar, sobretudo nos países desenvolvidos, emergindo como necessidades prioritárias para a sustentabilidade das nações e dos serviços de saúde o controlo eficaz das doenças, das suas manifestações e nas necessidades associadas aos mesmos. Sabendo-se que o controlo da doença e os custos associados, diretos e indiretos, dependem, em grande parte, do cuidado pessoal (autocuidado), a forma como cada pessoa no seu contexto responde a este desafio é determinante para a sua eficácia. Contudo, estudos anteriores a este projeto apontam para a existência de padrões passíveis de serem encontrados na individualidade de cada caso, é exemplo o conceito de "estilo de gestão do regime terapêutico”. Para Bastos e Paiva e Silva (2012, pg364) "estes perfis têm relação com a atitude face à doença, a gestão do regime terapêutico, a relação com o sistema de saúde e, de forma mais global, com a forma como é vivida a transição saúde/doença”, emergindo a necessidade de evoluir para a construção de um questionário, clinicamente útil, que permita identificar um potencial mais próximo da vulnerabilidade ou da resiliência. Este estudo surge após e engloba novos processos académicos de investigação, designadamente de teses de doutoramento e dissertações de mestrado, realizadas no domínio do autocuidado e da gestão da doença e do regime terapêutico.

METODOLOGIA

Fase 1 - Desenvolvimento e validação de um instrumento para caracterizar o estilo de gestão do regime terapêutico. Estudo metodológico, em desenvolvimento, em dissertações de mestrado e teses de doutoramento.

Fase 2 - Construção e aplicação de um modelo de intervenção e acompanhamento de acordo com o estilo de gestão do regime terapêutico de cada cliente e o seu perfil de vulnerabilidade.

RESULTADOS ESPERADOS

Pretendemos validar um instrumento de caraterização do estilo de gestão do regime terapêutico, bem como definir um modelo de intervenção e acompanhamento de clientes com doença crónica de acordo com o perfil de vulnerabilidade.

EQUIPA

Investigador Responsável:

- Filipe Miguel Soares Pereira (filipereira@esenf.pt)

Investigadores:

- Fernanda dos Santos Bastos

- Maria Alice Correia de Brito

PARCEIRO

> Centro Hospitalar do Porto

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